14/04/2012

Chega de demagogia

O líder nazista Adolph Hitler dizia que “as grandes massas caem mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha”. Hoje, quase 70 anos após essa declaração de Hitler, ainda existem pessoas que apostam nessa máxima nazista. Prometem grandes mudanças, não cumprem e ainda tentam divulgar ilusões como se fossem verdades. Apostando em outra prática nazista, eles repetem várias mentiras até que elas se transformem em verdades. Porém, aos poucos, as máscaras estão caindo.
Nas últimas sessões da Câmara fui desafiada pelos aliados da prefeita. Eles queriam comparar as ações do governo Arnaldo Vianna na área da Educação com as atuais atividades desenvolvidas pelo governo municipal. Sem pensar duas vezes, aceitei o desafio e levei uma lista com mais de 25 escolas construídas durante a gestão de Arnaldo, que tinha um Orçamento quatro vezes menor do que ao atual. Além disso, é bom lembrar que foi durante o governo Arnaldo que as escolas da rede municipal iniciaram o processo de informatização, sendo uma das primeiras do Brasil a entrar nesse mundo da inclusão digital. Professores eram valorizados, ouvidos e não passavam por humilhações. Hoje, temos em Campos um governo que prometeu construir 17 escolas e entregou apenas duas.
Em seu programa de Governo a prefeita de Campos prometeu colocar o município nas primeiras colocações das avaliações do MEC. Nos palanques, ela garantiu que as escolas da rede municipal teriam recursos multimídia, internet, TV, DVD e vídeos educativos. Além disso, deixou claro que investiria nos professores e estabeleceria critérios para a nomeação dos gestores. Porém, após três anos de governo, é possível constatar que as promessas ficaram no papel.
O mesmo governo que constrói um sambódromo de R$ 80 milhões, aluga um software da Saúde por R$ 15 milhões e gasta milhões com jardins e shows, não prioriza a Educação. Campos tem o 5º maior Orçamento do país (R$ 2 bilhões por ano) e o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é o segundo pior do Brasil, com nota 3,2. A crise na Educação é tão séria que, no ano passado, professores da rede municipal deixaram as salas de aula e foram para as ruas denunciar um modelo educacional arcaico, ditatorial e fantasioso. Mostraram que ao contrário do que o governo de mentirinha divulga em suas propagandas, a situação de professores e alunos está cada vez mais caótica.
As denúncias são muitas: salas de aula superlotadas, falta de professores na rede, concursados aprovados aguardando convocação, demora intencional em efetivar o Plano de Cargos e Salários, escolas onde o esgoto corre à céu aberto e revezamento de alunos para sentar nas carteiras. Enquanto países desenvolvidos ensinam que todo avanço foi possível por conta um cuidado especial com a Educação, o governo de mentirinha prefere varrer essas denúncias para debaixo do tapete e continuar fingindo que estamos vivendo em um mar de rosas.

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