02/06/12

Apesar de você


Faltando cerca de quatro meses para a eleição já começam a ficar nítidas as estratégias dos grupos políticos. Em Campos, o grupo da atual prefeita, talvez pelo fato de não ter o que apresentar, prefere especular sobre quem pode e quem não pode se candidatar. Atuando como denunciante e juiz, o marido da prefeita se acha no direito de julgar e condenar quem não reza a sua cartilha. Assim como nas outras eleições, boatos sobre o ex-prefeito Arnaldo Vianna são espalhados. Segundo informa o TSE, Arnaldo está elegível e pode ser candidato à Prefeitura. Esse fato deixa os aliados da prefeita desesperados. Por isso, tentam plantar notícias e espalhar fofocas. Se afirmam estar tão fortes nas pesquisas, por que Arnaldo provoca todo esse temor? Se a prefeita tem uma aprovação excelente, por que está fugindo de um debate sério com uma comparação entre o período de Arnaldo, (cerca de R$ 2 bilhões em seis anos), e o atual governo (cerca de R$ 8 bilhões em quatro anos)? E o que estamos vendo em nossa cidade? Faltam remédios e itens básicos nos Postos de Saúde, médicos estão insatisfeitos, professores desmotivados, Educação com péssimos resultados e servidores desrespeitados e revoltados com o reajuste de 5,1%.
Esse grupo político parece repetir estratégias arcaicas que já foram utilizadas por ditadores em várias partes do mundo. O uso de informações falseadas é conhecido nas artes militares desde que o mundo é mundo. “A arte da guerra consiste substancialmente de engodo”, dizia Sun-Tzu no século V a. C. Esta aposta no engodo foi adaptada por criaturas que tentam enganar a opinião pública. Passando por cima de um entendimento do TSE, que considera Arnaldo elegível, eles afirmam que o ex-prefeito não pode ser candidato. Repetem isso nos blogs, sites e nos mesmos veículos que constam no processo que cassou a atual prefeita por abuso de poder econômico na eleição de 2008. Para eles, é bem melhor falar sobre Arnaldo do que tentar explicar a complicada situação jurídica de uma prefeita que foi cassada duas vezes, permanece no cargo pendurada por uma liminar e aguarda o julgamento no TRE. “Será que vamos seguir os exemplos de Pinochet?”, indagou o presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim, ao anunciar que estava cansado dessa espécie de “Ditadura Rosa” e se referindo ao ex-presidente-ditador do Chile, conhecido pela sua incapacidade em ouvir críticas e crueldade no extermínio da oposição. Será que ainda existem Pinochets nos dias atuais?
Mas assim como na maioria dos governos liderados por criaturas desequilibradas, a população acaba ficando mais atenta e cansada de ser usada como massa de manobra. E, como diria o compositor Chico Buarque em uma de sua canção “Apesar de Você”, durante a Ditadura: “Apesar de você amanhã há de ser outro dia. Ainda pago pra ver o jardim florescer qual você não queria. Eu vou morrer de rir e esse dia há de vir antes do que você pensa”. 

Vereadora Ilsan Viana (PDT)  — Artigo publicado hoje (02) pela Folha da Manhã 


26/05/12

As voltas que o mundo dá


Assim como em qualquer outro segmento da sociedade, a política se divide entre os que atuam de forma responsável e os que agem de forma desleal e fazem qualquer coisa para alcançar seus objetivos. Em Campos, existe um grupo político que é especialista em espalhar boatos para tentar prejudicar os adversários. Na última eleição municipal esse grupo que hoje se encontra no poder repetiu por diversas vezes que os votos do ex-prefeito Arnaldo Vianna não seriam válidos. Eis que na última quinta-feira Arnaldo obteve uma vitória por 5x1 no TSE e provou que não existe nada impedindo a sua candidatura. Porém, será que podemos dizer o mesmo sobre a prefeita? Vejam como o mundo dá voltas. Hoje, quem apontava o dedo para os outros vive um drama no mundo jurídico. A prefeita só continua no cargo porque conseguiu uma liminar. Ela foi cassada em 1ª instância e ainda aguarda o julgamento do TRE. Vai ser julgada? Pode ser candidata? Continua no cargo e fica inelegível? São muitas perguntas que, na reta final para as convenções, ainda não foram respondidas.
Engana-se quem pensa que o grupo da prefeita vive em um mar de rosas. Aos poucos as verdades começam a aparecer. Partidos deixam a base, médicos e professores protestam, servidores se decepcionam e o presidente da Câmara, Nelson Nahim, em um ato de coragem, desabafou no plenário do Legislativo e mostrou a verdadeira face de um grupo controlado por um homem sem controle. Conhecendo bem de perto as pessoas que hoje estão na Prefeitura, Nahim mostrou que temos hoje em Campos uma prefeita sem autonomia. “Hoje Campos assiste um homem usar a cidade para atender vontades pessoais. Ele quer retornar ao governo do Estado e, para isso, faz de tudo para reforçar as suas bases eleitorais”, disse Nahim, que citou uma série de incoerências do “governo da mudança”. O Programa Saúde da Família (PSF), homologado durante a gestão de Nahim após uma série de reivindicações da oposição, foi engavetado com o retorno da prefeita. Ou seja, na cidade do maior palco fixo da América Latina a Saúde é coadjuvante.
O desabafo de Nahim mostra que não é apenas a oposição que enxerga a inversão de valores de um governo que troca ação por encenação. Temos uma prefeita de mentirinha e, consequentemente, tudo vira uma grande fantasia. O marido da prefeita governa a nossa cidade como uma criança diante de um joguinho que simula uma guerra. Tenta aniquilar adversários, aumentar a sua tropa, conquistar novos territórios e intimidar quem ouse desafiá-lo. Quando o seu tabuleiro é ameaçado ele grita, chora, se diz perseguido e tenta apelar. Será que uma cidade como Campos merece continuar sendo um brinquedinho nas mãos de uma criatura que se acha acima do bem e do mal?

Ilsan Viana - Vereadora do PDT
Artigo publicado hoje (26) pela Folha da Manhã 

20/05/12

Política da encenação


 Certa vez publiquei um artigo sobre a veia artística de alguns políticos do nosso município. São criaturas capazes de trocar de papel com uma velocidade incrível. Quando a Justiça pune, interpretam vítimas, choram, acampam na Prefeitura e transformam a sede do Poder Municipal em um acampamento teatral. Depois, encarnam um novo personagem e se transformam em denunciantes e defensores da moralidade e dos bons costumes. Atacam adversários, humilham e, sem esperar por julgamento, condenam por conta própria.
Será que alguém ainda leva a sério estes personagens? Será que eles já não conseguem distinguir a fantasia da realidade? O político precisa representar o povo, não representar para o povo. Há uma espécie de gangorra entre essas duas representações: quanto melhor o político representar o povo, menos representará para o povo. Quanto mais representar para ele, pior o representará. Mas para esses personagens da política o que vale é a aparência. Para eles, não importa que os servidores fiquem sem informações sobre o reajuste salarial. Também não importa que as casas do “Morar Feliz” estejam rachando. Eles não ligam para os médicos que protestam e denunciam as péssimas condições de trabalho no Ferreira Machado. Não estão nem aí para os professores que tentam, desde o início do governo, melhorar a qualidade do ensino no município. No mundo cor de rosa existe uma fórmula simples: basta produzir uma propaganda bonita e contratar atores que vão interpretar médicos, professores, crianças, adultos e idosos felizes. Tudo é na base da atuação, da interpretação. Temos uma felicidade encenada. Ao todo, o governo deve gastar, em quatro anos, cerca de R$ 60 milhões com a secretaria de Comunicação Social. Cerca de R$ 15 milhões por ano, tendo em vista o Orçamento enviado ao Legislativo. Tudo isso para aprimorar o grande teatro que se transformou a nossa cidade.
E por falar em teatro, do que esses personagens se orgulham? A construção de um palco que, segundo a turma cor de rosa, é o maior palco fixo da América Latina. Assim, os atores-políticos terão um lugar apropriado para contar suas histórias, cantar, dançar e, de certa forma, debochar de quem paga impostos e torce por uma administração séria e competente. Mas assim como no teatro, a política conta com um público atento que, no final da peça, sabe exatamente quem merece aplausos e quem já deveria ter saído de cena. 

Artigo publicado ontem (19) pela Folha da Manhã 

17/05/12

“Morar Feliz”: Ficção X Realidade


Na propaganda cor de rosa, que custa milhões, a Prefeitura de Campos mostra casas maravilhosas, Saúde e Educação de 1ª qualidade. Porém, quem olha de perto pode constatar que existe uma grande diferença entra o mundo cor de rosa e o mundo real. No mundo real muitas casas do programa “Morar Feliz”, da Penha, se encontram em péssimo estado. “Não estamos nem um ano nessa casa e as rachaduras começaram a aparecer. Ficamos com medo de que um pedaço de cimento caia na cabeça. É uma situação delicada e assustadora. É muito desagradável morar em um local onde não temos o mínimo de segurança”, desabafou a moradora Vera Lúcia Marques.

Em duas casas na Rua 1, no Morar Feliz da Penha, a cena é ainda mais impressionante. Uma das casas está com todos os cômodos condenados pela Defesa Civil, e duas famílias que moram nas residências foram levadas para o aluguel social, até que uma reforma seja feita. Além das grandes rachaduras no teto, o piso também cedeu. Quem mora no bairro diz que está assustado com a possibilidade de acontecer a mesma coisa nas outras casas.



Fonte: Campos Notícia

12/05/12

Mãe: Um exagero incansável


O artigo de hoje é dedicado as Arletes, Amélias, Ceniras, Zildas, Samiras e as muitas Marias (mães) existentes no mundo. Super Mães que se esforçaram para criar os seus filhos e acompanharam os primeiros passos, os primeiros dias na escola, o primeiro emprego, os primeiros erros, as primeiras alegrias e decepções. Mulheres que sempre deram carinho, amor e orientações.

Certa vez, ao definir o que é uma mãe, o historiador Washington Irving disse que a mãe é a amizade mais verdadeira que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações. Mães tem a capacidade de ouvir o silêncio, adivinhar sentimentos, encontrar a palavra certa nos momentos incertos, gerar, cuidar, nutrir e fazer da sua existência um ato de amor. Uma espécie de sabedoria emprestada dos Deuses para nos proteger e amparar.
Hoje, em pleno século XXI, as mães ganharam novas funções. Vigiam os filhos no mundo real, no mundo virtual, moderam o uso do vídeo game, do computador e tentam aprender a navegar junto com os filhos na internet. Assim como existem vários tipos de filhos, também existem mãe diferentes. Porém, as grandes mães possuem semelhanças. São criaturas sublimes e contraditórias. É alegria no choro, carinho na raiva, sim no não. Alguém capaz de entender um filho mais do que entender a si mesma. Mulher que sacrifica a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver muito para ver as realizações dos filhos.

Ninguém perde uma Super Mãe. Mesmo distantes elas estão olhando seus filhos e se encontram presentes com os exemplos e ensinamentos deixados ao longo dos anos. De todas as lembranças de um filho, as mais marcantes são sempre os carinhos e os abraços da mãe. Como diz o sensível poeta e cronista gaúcho Fabrício Carpinejar: “Mãe é a memória antes da memória. É a nossa primeira amizade com o mundo (..) Mãe passa fome no lugar do filho, passa sede no lugar do filho, passa a vida guardando lugar ao filho. Mãe é assim, um exagero incansável”. Dedico este artigo as mães citadas no início deste texto e a todas as mulheres que mostram através de seus atos o sentimento mais belo do mundo: Amor de mãe. Feliz diz das Mães! 
 
Ilsan Viana - Vereadora do PDT 
 
Artigo publicado  hoje (12) pela Folha da Manhã

10/05/12

Médicos de Campos pedem socorro

Foto da Folha da Manhã


Da Folha da Manhã: 

Médicos da emergência do Hospital Ferreira Machado realizaram um protesto reivindicando um reajuste salarial, reposição de perdas dos últimos 10 anos e melhores condições de trabalho. Na última sexta-feira, os médicos fizeram um abaixo assinado e enviaram às autoridades responsáveis. A manifestação de hoje foi feita para cobrar resposta da documentação que foi enviada.

O neurocirurgião Paulo Romão, que está no comando do abaixo assinado e da manifestação de hoje, disse em entrevista ao Jornal Folha da manhã que a manifestação é pacifica e que nenhum paciente do hospital vai ser prejudicado. O movimento aguarda o reajuste salarial, reposição de perdas dos últimos 10 anos e melhorias de condição de trabalho. Paulo também reclama da obra do pronto socorro, que estaria causando problemas para a unidade, e do material hospitalar que é utilizado na unidade, que segundo ele, é de péssima qualidade. “A unidade está com sérios problemas, à unidade está passando por obras e essas obras estão prejudicando os pacientes. Outro problema é o material utilizado no hospital que é de péssima qualidade. O salário dos médicos é o menor da região, Cidades como Macaé, São João da Barra e Quissamã ganham muito mais”, comentou.

Comentário do blog: Esse governo não valoriza áreas de suma importância com Saúde e Educação. Basta perguntar aos professores e médicos como eles são tratados pelo governo cor de rosa. Infelizmente, as prioridades deste governo são outras. Preferem construir um Cepop, gastar R$ 80 milhões e pensar mais nas próximas eleições do que nas próximas gerações.